quinta-feira, 2 de julho de 2009

Segundo semestre - São Paulo e Ricardo Gomes


Esse será um segundo semestre completamente diferente dos anteriores.
Até porque o técnico também mudou, Ricardo Gomes chegou agora, mas já estigmatizado pela nossa única lembrança que nos vem na mente foi quando ele comandou a seleção pré-olímpica (2002-2004), com uma passagem pífia.
É uma incógnita como treinador e sua contratação foi uma surpresa, ninguém cogitava seu nome quando anunciada a saída de Muricy.

Ricardo agora tem a missão de mudar os ares no Morumbi, sendo assim dando uma cara nova na maneira de jogar da equipe, além do que recuperar a auto-estima de alguns jogadores que não estavam rendendo o esperado no comando do ex-treinador.

O atual comandante chegou e surpreendeu em suas declarações, se mostrando uma pessoa bem sóbria nas opiniões e demonstrando uma grande vontade de trabalhar e mostrar serviço. E é o que ele está fazendo, nesse tempo mínimo desde que chegou já mudou a formação tática da equipe trocando o antigo 3-5-2 para o tradicional 4-4-2.

Tudo bem que no seu primeiro jogo a equipe venceu o Náutico por 2x0 marcando ambos os gols em duas jogadas de bola parada com a bola sendo alçada dentro da área (maneira da qual o São Paulo vem jogando desde 2008), mas a intenção inicial de não improvisar e optar por um meio de campo mais rápido, habilidoso e leve foi um bom cartão de apresentação para demonstrar sua maneira de pensar. Com isso já ganhou um voto de confiança dos torcedores.

Daqui pra frente devemos ver uma evolução gradativa na maneira de jogar do time que vai começar a ter a cara de Ricardo Gomes.

Fiquei surpreso em ler nessa quarta-feira (01/07) que o treinador já foi visitar as instalações de Cotia e ver como os jovens valores tricolores são formados.

Já é sabido que Ricardo já fez indicações de jogadores que ele teria interesse em trazer para o São Paulo. Nesse quesito sua estadia fora do país ajuda bastante em indicações para futuras contratações de jogadores esquecidos no velho continente, quem sabe não podemos achar um novo Miranda lá fora?!

Mas para isso acontecer a diretoria vai esperar até agosto para saber se vai perder alguma peça importante como Hernanes e Miranda. No momento o que se sabe é que jogadores estão sendo sondados, todos de fora do Brasil e que estão jogando no exterior.

E a molecada da base? Será que Henrique, Sérgio Mota, Oscar, Wellington terão uma seqüência no elenco principal ?
Creio que sim, pois é um pedido da própria diretoria junto ao treinador. Mas sobre o Oscar que é tido como uma das jóias do São Paulo o próprio Ricardo Gomes deu uma declaração essa semana dizendo que ele ainda não está pronto.

Segue abaixo o que o treinador disse (trecho retirado do site globoesporte.com):

O novo treinador elogiou o talento do meia, mas revelou que ele ainda precisa de um trabalho físico mais elaborado para aguentar o tranco do time principal.

- Não é o problema de o menino receber ou não críticas. Não quero queimar etapas, pois ele ainda não está pronto para começar a ser titular. Com uma sequência pode ser bem aproveitado sim. O Oscar não está pronto fisicamente. Precisa de mais trabalho. Mas pode ser usado em um ou dois jogos, e talvez até me surpreenda - explicou o treinador.

Fica claro que sobre Oscar o Muricy não estava totalmente errado sobre preservar o garoto enquanto era treinador. Até porque ele só tem 17 anos. Já os demais citados anteriormente como o Sérgio Mota, Wellington, Henrique são jogadores mais maduros, mas que tiveram poucas oportunidades.

O desafio do novo treinador é grande, mas a estrutura o respaldo e a visibilidade que ele vai ter recompensa todo o esforço.

De imediato o importante é fazer essa equipe engrenar e conseguir uma fase de vitórias que é o que o torcedor está esperando desde o começo do ano e ainda não veio.

Saudações Tricolores.

2 comentários:

Edison Junior disse...

É isso mesmo, Claudera, e será preciso muita paciência da torcida nesse começo.

Mateus Woszak disse...

Claudera, eu discordo um pouco e vejo que, pra mim, fica claro a diferença entre o modo do RG e Muricy pensarem sobre a base. Apesar de estar em uso a palavra "preservar", é nítido e valor que o novo técnico, aparentemente, dá a base em relação ao primeiro. O fato de você pensar em não "queimar etapas", como dito pelos dois, não quer dizer que ele não possa ser usado. RG ao se referir a isso diz que ainda há um processo para transformá-lo em titular e que não é hora de jogá-lo de vez. Já Muricy não dava chances a ninguém e usava da sentença como um escudo pois nem mandava os garotos a campo.


Uma coisa é "preservar" colocando para jogar e ganhando ritmo. Outra é fazê-lo colocando numa geladeira e escalando um jogo a cada cinquenta anos, como se essa geladeira fosse desenvolver o garoto...