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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Batendo o América... pela América!

O São Paulo fechou sua participação na fase de grupos da Libertadores de América, na noite de ontem, com uma vitória por 2x1 sobre um América de Cali recheado de reservas. O São Paulo venceu mas não convenceu pois além de não ser uma vitória fácil o clube ainda precisou virar o jogo para levar os três pontos, com o último gol sendo fruto de um momento de sorte.

O Tricolor entrou com o mesmo esquema usado contra a última semifinal contra o Corinthians, com Dagoberto de winger e Rodrigo improvisado na lateral-direita. Acho até um bom esquema, contanto que tenhamos um lateral-direito na sua função e não mais um jogador improvisado, como tem sido a tônica do setor. A idéia era boa ao meu ver: jogar num "4-4-2 europeuzão", com as tais "duas linhas com quatro", sendo a primeira delas composta por Rodrigo, Miranda, Renato e Junior Cesar e a linha do meio-campo com Dagoberto, Jean, Hernanes e Jorge Wagner.

O problema tricolor, ao meu ver, foi sofrer um gol logo no início, onde Jorge Wagner perdeu mais uma bola no meio-campo, não houve o combate e Diego Charra, meio-campista colombiano, explorou a direita tricolor (coincidência, não?), lançando Parra na velocidade. Miranda também só acompanhou o jogador e não deu o bote, assistindo o atacante chutar fraco, na saída de Bosco e abrir o placar. O São Paulo teve que correr atrás do placar e se dessarumou, mostrando mais um vez um certo desespero para igualar o jogo. Dagoberto fazia muito bem sua função pelo lado direito mas Jorge Wagner, pela esquerda, não repetia seu companheiro. No centro, Jean corria por ele e por Hernanes, que mais uma vez foi apagado no jogo, o que deixava o time mais aberto e falho na marcação. O Tricolor martelava mas, a exemplo do último jogo pelo Paulista, finalizava sem direção. Washington ainda perdeu um gol feito, quando fez o certo e tentou surpreender o goleiro Mesa, batendo por cima. Borges, nas oportunidades que teve também finalizou mal, por cima do gol. Pelo lado do adversário, o América jogava calmamente e ainda teve chance de ampliar o placar logo após o gol, mas desperdiçou a oportunidade. O Tricolor foi para o vestiário com a derrota no placar.

No segundo tempo, o São Paulo partiu para o "abafa" na busca do empate, mas continuava desordenado. O grande premiado da noite foi Dagoberto - merecidamente - pela luta que mostrou do início ao fim. Em jogada de Jean, Dago recebeu a bola e bateu, quase na pequena área, na saída do goleiro, igualando o marcador. Posteriormente, em mais uma besteira do goleiro Mesa somando os dois confrontos - o arqueiro foi isolar a bola e chutou nas costas de Dago, que havia pulado em sua frente - saiu o segundo gol do São Paulo. O Tricolor passava a frente no placar mas não mostrava um futebol compatível com o que se exige de seu elenco. O América que já apelava para a popular "cera", tentou empatar o jogo e se lançou mais ao ataque, mas foi em vão. Ao final da partida, o Tricolor trocou Borges e Rodrigo - contundido - por Hugo e Aislan, respectivamente, mas o placar não se alterou.

O São Paulo termina a fase de grupos como campeão de sua chave e aguarda a definição da fase para saber quem será seu adversário, decidindo a vaga em casa. Com uma campanha com 13 pontos, deve terminar entre os 5 primeiros colocados na classificação geral, com grandes chances de ser o quinto.

A fase de mata-mata vem aí e o São Paulo tem 14 dias de descanso para treinar e melhorar sua postura e futebol no torneio para se tornar Tetracampeão da Libertadores.

P.S - A torcida Tricolor, mais um vez, deu um show nas arquibancas, enchendo o estádio e apoiando os 90 minutos, mesmo com o placar desfavorável! Parabéns!!
Crédito da imagem: Globoesporte.com

sábado, 28 de março de 2009

Quartetos em destaque



Vejo com bons olhos dois quartetos que surgem no São Paulo em 2009. O primeiro deles é o que já mostra resultados, principalmente no ataque da equipe. É formado por Hernanes, JW, Borges e Washington. Houve uma mudança significativa no modo da equipe jogar com os meias (Hernanes e JW) chegando mais na área e aumentando relativamente o número de jogadas/passes para os artilheiros (Borges e Washington).

Para quem me conhece, sabe que não é novidade que Washington e Borges não é minha dupla de ataque preferida, mas há de se reconhecer que os matadores têm se mostrado entrosados, ao meu ver, muito pelo Borges me surpreender como segundo atacante, saindo mais da área e se movimentando pelos lados, além de buscar o jogo.

Vejo os dois centroavantes com presença de área, por isso minha resistência em aceitar um dupla de ataque formada por eles. Mas eles não têm se limitado a ficarem fixos na frente, o que contribui demais para o sucesso atual da formação.

Se fizermos umas contas rápidas, acredito que chegaremos em um número bem alto sobre a participação dos quatro nos gols tricolores, seja com finalizações, seja com assistências.

O outro quarteto que gostaria de destacar é o da foto (retirado do site do Lance), formado por Jean, Arouca, Hernanes e Jorge Wagner. Essa semana discutimos o assunto em nossa comunidade, com gente a favor da formação e gente contrária.

Eu, particularmente, estou esperançoso com esses quatro no meio-campo, depositando boa parte dessa minha esperança no fato de que eles mudarão de vez a maneira do São Paulo jogar, focando a troca de passes e a bola no chão. Ainda é cedo para fazer uma avaliação mais densa, ainda mais pela falta de entrosamento por parte de Arouca, o novato nessa formação, e por JW estar retornando ao meio-campo depois de muito tempo na ala.

Mas, repito, estou muito confiante!

Vamos ver se dá certo!

Crédito da imagem: Lancenet!