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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Fator Jean


Buenas caros amigos debatedores,

Há algum tempo tenho ouvido opiniões de que o volante Jean tem sido o mais regular de nossos jogadores, na atual temporada.

Porém também parece haver um consenso de que nesta temporada o São Paulo tem atacado melhor e defendido pior, comparado com o time do ano passado. Mas o que teria mudado?

Para este ano contamos com a chegada de Renato silva, que tem se mostrado uma grata surpresa na zaga tricolor, com boas atuações, além das contratações de Arouca, que pode tanto trabalhar no setor criativo, como no setor defensivo e Eduardo Costa, um autêntico primeiro volante, que se destacou no Grêmio no início de carreira, alcançando até uma convocação para a seleção brasileira.

Ok, mas parece que essas duas peças ainda não se encaixaram no tabuleiro tricolor, sendo assim, nosso meio campo continua jogando com as cartas que tínhamos na temporada passada, mas porque então nosso setor defensivo piorou tanto?

Essa é uma pergunta de difícil resposta, mas tentarei explicar com minhas teorias baratas e amadoras:

Em um possível cenário, acredito o novo posicionamento do Hernanes em campo seja uma das causas da mudança de postura da equipe, visto que na temporada passada ele atuava como um segundo volante que auxiliava e muito na marcação do meio campo e apoiava quando preciso o setor ofensivo e criativo do time, já na atual campanha do tricolor, parece-me que ouve uma inversão no papel táctico do nosso craque, com o peso da consagrada e gloriosa camisa 10 nas costas, hoje ele atua mais como um meia de criação e quando possível auxilia na marcação do meio campo, mas já sem aquela pegada na marcação que marcou suas atuações de anos anteriores.

Como nosso outro meia, o Jorge Wagner, também não tem características de marcação, criou-se um buraco no meio campo, espaço hoje que é ocupado apenas pelo nosso garoto prodígio, o Jean.

Mas como delegar a um garoto, que começou a se destacar no time somente no ano passado, função tão importante, como a de proteger sozinho a zaga tricolor?

Jean faz o possível, corre, marca e ataca, mas não consegue cobrir sozinho uma faixa tão grande de campo. Esse problema parece ficar mais visível, quando enfrentamos times com um poder de fogo maior, como o Corinthians, por exemplo.

Então eu me pergunto: “Seria o Jean o cara certo para jogar a frente da zaga?”. Ta certo que o moleque fez um bom começo de ano e já demonstrou ter muito potencial, mas levando em consideração suas características de jogo, parece mais viável que sua posição seja a de segundo volante, com função táctica semelhante a que exercia o Hernanes, antes de ser promovido a meia, camisa 10 e craque do time.

Eu vejo no garoto um bom potencial ofensivo e um bom poder de marcação, características marcantes para o papel de um segundo volante que dá o primeiro combate, sai pro jogo e imprime qualidade na saída de bola e na transição defesa - ataque, porém para isso ele precisaria de um cão de guarda, uma proteção, um carregador de piano, como resolver isso?

As opções não são muitas, no atual elenco poderiam exercer tal função: o Richarlyson, o Eduardo Costa, o próprio Zé Luis, que vem quebrando o galho na lateral direita e até mesmo o Arouca.

O Richarlyson há tempos não vem apresentando o futebol que o destacou em 2007, o Zé Luis também já foi tentado no setor, mas não obteve tanto sucesso, talvez o Eduardo Costa possa ser uma solução plausível, porém seu futebol ainda é uma incógnita, já o Arouca, além de parecer perdido no esquema do Muricy, quando atuou nesta posição no Fluminense, obteve seus piores desempenhos.

Portanto uma outra saída seria a contratação de um volante de contenção clássico, aquele que segura a bronca lá atrás, carrega o piano e da tranquilidade a defesa e confiança ao ataque. Talvez à volta do Josué? Quem sabe. Talvez o Mineiro queira voltar? Não sei!

O que sei é que o Pierre do Palmeiras/Traffic, cairia como uma luva nesse esquema do São Paulo. Imagine um meio campo com Pierre – Jean – Hernanes – JW/Arouca, num esquema 4-4-2 ou Zé Luis/ WD – Pierre – Jean – Hernanes – Junior César, usando o 3-5-2, seria um meio campo digno de uma seleção brasileira.

Sonho Meu.

Batendo o América... pela América!

O São Paulo fechou sua participação na fase de grupos da Libertadores de América, na noite de ontem, com uma vitória por 2x1 sobre um América de Cali recheado de reservas. O São Paulo venceu mas não convenceu pois além de não ser uma vitória fácil o clube ainda precisou virar o jogo para levar os três pontos, com o último gol sendo fruto de um momento de sorte.

O Tricolor entrou com o mesmo esquema usado contra a última semifinal contra o Corinthians, com Dagoberto de winger e Rodrigo improvisado na lateral-direita. Acho até um bom esquema, contanto que tenhamos um lateral-direito na sua função e não mais um jogador improvisado, como tem sido a tônica do setor. A idéia era boa ao meu ver: jogar num "4-4-2 europeuzão", com as tais "duas linhas com quatro", sendo a primeira delas composta por Rodrigo, Miranda, Renato e Junior Cesar e a linha do meio-campo com Dagoberto, Jean, Hernanes e Jorge Wagner.

O problema tricolor, ao meu ver, foi sofrer um gol logo no início, onde Jorge Wagner perdeu mais uma bola no meio-campo, não houve o combate e Diego Charra, meio-campista colombiano, explorou a direita tricolor (coincidência, não?), lançando Parra na velocidade. Miranda também só acompanhou o jogador e não deu o bote, assistindo o atacante chutar fraco, na saída de Bosco e abrir o placar. O São Paulo teve que correr atrás do placar e se dessarumou, mostrando mais um vez um certo desespero para igualar o jogo. Dagoberto fazia muito bem sua função pelo lado direito mas Jorge Wagner, pela esquerda, não repetia seu companheiro. No centro, Jean corria por ele e por Hernanes, que mais uma vez foi apagado no jogo, o que deixava o time mais aberto e falho na marcação. O Tricolor martelava mas, a exemplo do último jogo pelo Paulista, finalizava sem direção. Washington ainda perdeu um gol feito, quando fez o certo e tentou surpreender o goleiro Mesa, batendo por cima. Borges, nas oportunidades que teve também finalizou mal, por cima do gol. Pelo lado do adversário, o América jogava calmamente e ainda teve chance de ampliar o placar logo após o gol, mas desperdiçou a oportunidade. O Tricolor foi para o vestiário com a derrota no placar.

No segundo tempo, o São Paulo partiu para o "abafa" na busca do empate, mas continuava desordenado. O grande premiado da noite foi Dagoberto - merecidamente - pela luta que mostrou do início ao fim. Em jogada de Jean, Dago recebeu a bola e bateu, quase na pequena área, na saída do goleiro, igualando o marcador. Posteriormente, em mais uma besteira do goleiro Mesa somando os dois confrontos - o arqueiro foi isolar a bola e chutou nas costas de Dago, que havia pulado em sua frente - saiu o segundo gol do São Paulo. O Tricolor passava a frente no placar mas não mostrava um futebol compatível com o que se exige de seu elenco. O América que já apelava para a popular "cera", tentou empatar o jogo e se lançou mais ao ataque, mas foi em vão. Ao final da partida, o Tricolor trocou Borges e Rodrigo - contundido - por Hugo e Aislan, respectivamente, mas o placar não se alterou.

O São Paulo termina a fase de grupos como campeão de sua chave e aguarda a definição da fase para saber quem será seu adversário, decidindo a vaga em casa. Com uma campanha com 13 pontos, deve terminar entre os 5 primeiros colocados na classificação geral, com grandes chances de ser o quinto.

A fase de mata-mata vem aí e o São Paulo tem 14 dias de descanso para treinar e melhorar sua postura e futebol no torneio para se tornar Tetracampeão da Libertadores.

P.S - A torcida Tricolor, mais um vez, deu um show nas arquibancas, enchendo o estádio e apoiando os 90 minutos, mesmo com o placar desfavorável! Parabéns!!
Crédito da imagem: Globoesporte.com

sábado, 28 de março de 2009

Quartetos em destaque



Vejo com bons olhos dois quartetos que surgem no São Paulo em 2009. O primeiro deles é o que já mostra resultados, principalmente no ataque da equipe. É formado por Hernanes, JW, Borges e Washington. Houve uma mudança significativa no modo da equipe jogar com os meias (Hernanes e JW) chegando mais na área e aumentando relativamente o número de jogadas/passes para os artilheiros (Borges e Washington).

Para quem me conhece, sabe que não é novidade que Washington e Borges não é minha dupla de ataque preferida, mas há de se reconhecer que os matadores têm se mostrado entrosados, ao meu ver, muito pelo Borges me surpreender como segundo atacante, saindo mais da área e se movimentando pelos lados, além de buscar o jogo.

Vejo os dois centroavantes com presença de área, por isso minha resistência em aceitar um dupla de ataque formada por eles. Mas eles não têm se limitado a ficarem fixos na frente, o que contribui demais para o sucesso atual da formação.

Se fizermos umas contas rápidas, acredito que chegaremos em um número bem alto sobre a participação dos quatro nos gols tricolores, seja com finalizações, seja com assistências.

O outro quarteto que gostaria de destacar é o da foto (retirado do site do Lance), formado por Jean, Arouca, Hernanes e Jorge Wagner. Essa semana discutimos o assunto em nossa comunidade, com gente a favor da formação e gente contrária.

Eu, particularmente, estou esperançoso com esses quatro no meio-campo, depositando boa parte dessa minha esperança no fato de que eles mudarão de vez a maneira do São Paulo jogar, focando a troca de passes e a bola no chão. Ainda é cedo para fazer uma avaliação mais densa, ainda mais pela falta de entrosamento por parte de Arouca, o novato nessa formação, e por JW estar retornando ao meio-campo depois de muito tempo na ala.

Mas, repito, estou muito confiante!

Vamos ver se dá certo!

Crédito da imagem: Lancenet!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Quanto vale o Jean?


Boatos correm soltos e especula-se que Keirrison*, mal chegado no Palmeiras, valha algo em torno de 35 milhões de euros. É muita grana.
Parece algo "plantado" na mídia pra valorizar o jogador. E, se tem uma coisa que Wanderley Luxemburgo sabe fazer é valorizar jogadores. Cléber Santana virou "craque" no Santos, por exemplo.
*Keirrison é artilheiro do Campeonato Paulista com 9 gols até o momento. Foi artilheiro do Brasileiro de 2008, com 21 gols.
Em contrapartida, o São Paulo renovou com Hernanes, aumentando em 15 milhões de euros sua multa rescisória contratual. Agora, o são-paulino vale mais que o palmeirense: 40 milhões de euros.
Deixando a guerra de bastidores de lado, fiquemos atentos a um detalhe:
Jean é hoje, o jogador mais regular do time de Muricy Ramalho. Na grande maioria dos jogos é apontado como um dos melhores jogadores em campo.
Então, pergunto a vocês, simples e objetivamente: "Quanto vale o Jean?"