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domingo, 19 de abril de 2009

Hoje é dia de mais uma decisão!

O Tricolor poupou seus principais jogadores para a partida de hoje, onde precisa reverter o placar perante o Corinthians.

A estimativa é de um Morumbi lotado, na torcida pela vitória e a classificação a final, contra o Santos - que ontem, bateu o Palmeiras novamente e ficou com a vaga.

Espera-se, por parte do São Paulo, uma postura diferente, mais agressiva, com mais gana pela vitória, do que a demonstrada no último domingo. Particularmente, vejo um bom time nos onze que formam o Corinthians mais sou adepto da idéia que o São Paulo é superior a equipe de Parque São Jorge.

Inclusive, tenho esperanças de um placar mais elástico, hoje, a favor do Tricolor do Morumbi, acreditando num time mais disposto a vencer!

Como diria Julio César: "alea jacta est".

Boa sorte, Tricolor!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Vilão, herói ou humano?



São Paulo e Guaratinguetá protagonizaram hoje um jogo que tinha tudo pra passar despercebido. Jogo de meio de semana em "horário ruim", válido pelo Campeonato Paulista - sem o brilho de outros tempos, onde os jogos de bastidores não ficavam tão evidentes e o campeonato em si também tinha maior relevância e competitividade.
Adicione a isso o fato de Dagoberto estar na pior das fases. É banco de Borges, todo mundo sabe, e só tá jogando porque o "gengiva" tá contundido. Mais uma vez tinha tudo pra sair vaiado e ser considerado o pior em campo, fominha, sem visão de jogo, não saber concluir a gol, etc. Mas uma coisa Dagoberto tem: Vontade de vencer! Nunca ninguém poderá dizer que ele fez corpo mole, ficou parado em campo ou qualquer coisa do tipo. Quando marcou o gol fiquei muito feliz e, a comemoração me emocionou mais do que o gol em si.
Aproveito ainda a oportunidade pra pedir desculpas ao Washington - tenho-no cornetado muito por ele perder muitos gols - mas ele tem se mostrado além de um matador, um jogador extremamente útil ao time e solidário aos companheiros, dentro e fora de campo. Seria muito injusto e insensato não reconhecer isso na semana de seu aniversário! Parabéns, Washington, Dagoberto e todo mundo que de uma maneira ou de outra está ligado ao tricolor mais querido do Brasil!

Créditos da imagem: Agência Estado

terça-feira, 31 de março de 2009

As "brigas" do Tricolor no Paulistão...



Pelas últimas rodadas do Paulistão, o São Paulo enfrenta Guaratinguetá e São Caetano com particularidades que chamam mais a atenção para a briga com a FPF do que para a briga na classificação às semifinais: na primeira partida o jogo foi remarcado para às 15:45, numa quinta-feira, na segunda, transferido para Presidente Prudente, cidade distante, aproximadamente, 500 km da Capital.

O São Paulo alega retaliação da Federação, pela briga que nasceu após o caso Madonna/Tardelli/Del Nero. Acena até com a possibilidade de levar uma equipe formada por garotos para a última rodada.

Particularmente, vejo mais “manobra” no primeiro jogo da semana do que no segundo.

Vejo o São Caetano com o direito de jogar onde quiser no Estado de São Paulo, visto que ele é o mandante da partida. Se ele julga ser mais rentável jogar em Prudente, mesmo eliminado do torneio e ciente que o estádio será ocupado por boa parte da torcida adversária, é um direito dele e isso tem de ser respeitado.

Já contra o Guaratinguetá, não vejo tantas justificativas para a mudança de horário, dando razão a uma possível retaliação. Alegam que a emissora que transmite os jogos tem direito de mexer na grade e assim o fez, mas qual a vantagem ela vê em mandar o jogo do São Paulo para o meio da tarde? Confesso que não vejo muitas, do ponto de vista da emissora. Se alguém puder me mostrar, eu ficaria grato.

Mas também me surge uma outra dúvida – essa, positiva – nessa mudança: será que o público do Morumbi seria tão diferente do que temos visto nas noites de quarta/quinta-feiras, pelo Paulistão? Será que isso não seria vantajoso para o São Paulo como nos tempos da Libertadores de 94, quando, principalmente, os estudantes ocuparam boa parte do Morumbi nas “Sessões da Tarde” que o Tricolor promoveu, na disputa do torneio?

quinta-feira, 19 de março de 2009

Sem defesa!



São Paulo e Defensor entraram em campo sabendo que a equipe vencedora na noite de hoje chegaria a liderança isolada da chave, nesse final de turno. Ao Defensor cabia fazer valer o mando de campo para poder jogar com mais tranqüilidade na abertura do returno, no Morumbi, na busca da classificação. Ao Tricolor, impor o futebol de, na teoria, melhor equipe do grupo, e fazer valer sua força como visitante. O jogo não foi fácil para a equipe do Morumbi, que encontrou um adversário bem postado, bem distribuído na tríade defesa-meio-ataque. Os donos da casa buscaram o ataque desde o início, e logo com um minuto perderam uma chance de ouro, com Marchant chutando da entrada da área e sendo interceptado por Rogério. A seguir, o Defensor pressionava o São Paulo, que estava perdido em campo, mas era pouco objetivo, chegando com mais perigo em cobranças de falta, pelos chuveirinhos.

Próximo a meia hora de jogo, a equipe tricolina conseguiu acertar seu meio-de-campo e igualou a partida com os uruguaios, tendo ainda o reforço de Arouca que se deslocava bem pelo lado direito mas recebia poucas bolas, e Junior Cesar pela esquerda, este sendo mais acionado. Atrás a equipe não acertava a marcação da defesa, que sentiu a ausência de André Dias, e Rogério Ceni se atrapalhava em algumas jogadas, diferente de suas atuações habituais. Mesmo assim, o goleiro fez uma defesa de puro reflexo em mais um chuveirinho da equipe do Uruguai, quando a zaga do Tricolor não cortou o cruzamento e Rogério interceptou o lance após um quique da bola. No ataque, o São Paulo pouco chutava mas aumentava a pressão. Num dos raros ataques, a bola sobrou limpa para Borges, de frente para gol, executar o lance, mas o atacante se enroscou do Washington e desperdiçou o lance. Mas aos 40 minutos, o atacante foi preciso: em belíssimo passe de Jean, Borges foi inteligente ao sair da posição de impedimento, para receber a bola e, em condição legal, encher o pé esquerdo, pelo alto, num arremate sem defesa, fuzilando o goleiro Martin Silva, marcando aquele que seria o único gol da partida.

Com um a zero no placar, a equipe do Morumbi voltou para o segundo tempo mais tranqüila, disposta a jogar no contra-golpe, com a equipe de Montevidéu se lançando de vez ao ataque, trocando um meio-campista por outro atacante. Por mais pressão que fazia, o time não finalizava bem. Do outro lado, o São Paulo também desperdiçava as poucas chances que tinha, uma com Jean, em passe de Washington, e outro com o próprio centroavante, em chute forte, que assustou o goleiro Martin Silva.

Ao contrário do início do ano, o São Paulo tocava a bola pelo chão e acionava vários setores do campo, o que mostra uma evolução na maneira do time jogar, não se limitando aos cruzamentos, pelo alto, de Jorge Wagner.

Nos quinze minutos finais, o São Paulo trocou Arouca, que fez uma boa partida pela ala direita, por Richarlyson, mexendo na armação tática do time, deslocando Jean do meio para a ala e mais próximo do fim trocou Junior Cesar por Aislan, no intuito de ganhar tempo e reforçar a defesa. Ao Defensor restou se lançar desesperadamente ao ataque, na busca de um gol que amenizasse a perda de pontos em casa. Por duas vezes, o time passou perto, uma um chute forte de Vila, que desviou no seu companheiro e saiu, mansamente, próximo a trave direita de Rogério e outra ao finalzinho da partida, em chute, de primeira, desperdiçado por Navarro.

Destaques individuais para Jean, que fez uma de suas melhores partidas com a camisa Tricolor e vai ganhando status de ídolo junto a torcida, pelas belíssimas atuações; Hernanes, que cresceu de produção a partir dos 30 minutos do primeiro tempo e comandou as ações do time ao lado de Jean; e Arouca, que se lançou ao ataque pela direita aparecendo como opção, mesmo que pouco acionado pelos companheiros, além de Borges, por ter aproveitado uma das raras chances de gol da equipe na partida.

O São Paulo volta ao Brasil com a 3 pontos importantíssimos e a liderança do grupo, além de já estar no crédito pelos 2 pontos perdidos, em casa, na estréia do torneio, podendo confirmar sua classificação para a próxima fase já na próxima rodada, com uma vitória sobre o mesmo Defensor, dessa vez, no Morumbi. E o maisimportante em tudo isso, começa a mostrar um futebol mais vistoso, com a mesma eficiência mas com mais opções de trocas de passe e arremates!



Créditos da Imagem: Globoesporte.com

sexta-feira, 6 de março de 2009

Calando Cáli


As declarações do elenco ao longo desta última semana - Hernanes, Dagoberto e Zé Luís, para citar alguns, cobravam melhor futebol e uma equipe mais ligada no jogo durante os 90 minutos - surtiram efeito na partida de ontem, frente ao América de Cáli, pela Copa Libertadores de América. O Tricolor bateu a equipe local por 3x1, o futebol apresentado foi bem superior ao da estreia, com o time procurando as jogadas pelos lados e trocando bons passes, com mais objetividade. A equipe escarlate, ao contrário do que se esperava, foi presa fácil para o São Paulo e não passou nem pertou das tradicionais equipes colombianas, que, com a ajuda da torcida, pressionam o adversário desde o início da partida.

Em parte, a boa partida tricolina pode ser explicada por ter conseguido marcar seu primeiro gol logo com dois minutos de jogo, em belo lançamento de Jorge Wagner para Washington, que venceu o zagueiro e a indecisão do goleiro e tocou para o fundo das redes. Com o placar adverso, somado a necessidade de vitória por jogar em casa e ainda por ter estreado com derrota no torneio, o América foi tomado pelo nervosismo e tinha dificuldades em executar suas jogadas. Ao São Paulo bastou paciência para encaixar seus contragolpes e disciplina tática para ocupar os espaços no campo, pois o resultado lhe permitia atuar da maneira que mais gosta: marcando atrás e esperando o erro do adversário.

O segundo gol não demorou a sair, agora, em lançamento pela direita, executado por Hernanes, encontrando novamente Washington em disputa com a zaga adversária. O matador Tricolor tocou a bola à frente, ganhou na corrida da zaga e, em mais um lance de indecisão de Mesa, o goleiro escarlate, ampliou. O nervosismo do time de Cali era tão evidente que o goleiro e um componente da zaga quase se agrediram, após uma discussão pela falha no lance do gol.

O América errava até passes curtos, deixando a bola escapar pela linha lateral, já o São Paulo continuava a exercer boa marcação e explorar as jogadas laterais, com Júnior César aparecendo pela esquerda e Hernanes pela direita, em algumas vezes alternando com Zé Luís. Jorge Wagner cadenciava a partida para o Tricolor. O América assustava somente em jogadas de bola parada, com Rogério Ceni fazendo, pelo menos, duas belas defesas. Pelo meio, a zaga Tricolor estava bem postada, mesmo com o exagero de haver três zagueiros para o solitário atacante Adrián Ramos.

No segundo tempo, o São Paulo continuou mandando no jogo e, numa rebatida do goleiro, após defender uma bola no susto, Borges foi mais esperto e cabeceou a bola para o fundo do gol, aumentando a vantagem tricolina. O América só foi melhorar com a entrada do atacante Parra no lugar do nulo meio-campista Otalvaro e, por pelo menos dez minutos, atuou como a equipe que se esperava, pressionando o São Paulo em seu campo, chutando seguidamente ao gol e exigindo boa participação de Rogério Ceni. Em uma dessas jogadas, numa bela troca de passes pela esquerda, Cortez surpreendeu Zé Luís e marcou o único tento da equipe escarlate.

Apesar disso, não seria exagero dizer que o São Paulo poderia voltar para a casa com, além dos três imporantíssimos pontos, uma goleada histórica, visto que Washington e Borges tiveram boas chances para ampliar a contagem, agora com boas intervenções do goleiro da equipe de Cáli. A atuação dos Diabos era tão revoltante que no segundo tempo o jogo ficou paralisado por cinco minutos, devido a um princípio de tumulto causado pela torcida, que atirava rádios e garrafas no gramado. Ao final, o América buscava um gol para diminuir o seu vexame e o São Paulo tocava a bola, gastando o tempo, e esperava um erro adversário para poder ampliar o placar.

Enfim, foi uma partida onde o Tricolor foi muito bem coletivamente, variando as jogadas ao invés de apostar unicamente no chuveirinho, e não teve medo de atacar, sendo extremamente objetivo, ao invés de ter a posse de bola e, aparentemente, "não saber o que fazer" com ela.

Destaques individuais para o oportunismo de Washington, a movimentação de Borges, a atuação de Jorge Wagner, deslocando-se por todo o campo e cadenciando o jogo. Miranda, com uma marcação implacável e bom posicionamento, esteve um pouco acima do trio de zaga ontem, que fez uma bela partida. Rogério Ceni, quando acionado, foi muito bem, com defesas difíceis e passando tranquilidade para a equipe. O São Paulo se recupera do fiasco da estreia com um excelente resultado conquistado em Cáli - cabe lembrar que Muricy derrubou mais um tabu pois o Tricolor nunca venceu na Colômbia disputando o torneio - e assume a liderança do seu grupo, ao lado do Defensor-URU, adversário na próxima rodada, fora de casa, mas principalmente jogou um futebol convincente, o que deve trazer tranquilidade à equipe, diminuir a cobrança e aumentar a confiança da torcida na esperança de mais uma bela campanha no principal torneio interclubes da Conmebol.